sábado, 20 de outubro de 2007


Ando tão desocupada
Uma casa esvaziada
Sou um pouco de tudo, no meio de nada.
Meus sentimentos não me sustentam
Meus pensamentos dançam soltos pela sala
Sou a folha que sobrou da salada
Minha face que já perdeu a vergonha
Anda calada.
Sobrou-me esse tédio incolor que maltrata.
Preciso de calor, de sol, de bom tempo.
Uma surpresa, um susto, um toque.
Qualquer coisa que me deixe corada.

10 comentários:

LEEH disse...

anjo poeta
poeta do cotidiano
cronista dos versos encantados
cada dia melhor, cada dia mais viva!
gosto, aprecio, mas sem moderação
pois sempre quero um pouco mais
bjoooooo
parabéns!

Rolf Livre penssador disse...

Já lhe disse e nãon custa dizer de novo, sou seu fã, adoro seus poemas seus versos, suas falas, são magnificos tudo oque fazes..

Parabéns mais uma vez.

Ahh.. a poesias esta perfeita.


Rolf.

Boaz ben Av disse...

Quem cora sou eu... no começo o frio e a necessidade depois num crescente, a força do calor e o rubor da face.. cheio de "s" lembrando o vento frio e outros sons truncados "t" "r".... demonstrando a dificuldade a angústia.... ótimo.
Curto e afiado.

Himmler, Yargo disse...

muito interessante seu blog tbm...
está adicionado nos meus favoritos
espero q em breve hajam mais postagens aki...

abrç

Boaz ben Av disse...

Não vai escrever mais?
tamos esperando!

expedita disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
liza leal disse...

Maravilha! É como me olhar no espelho diante deste fato poético mirabolante...Ser um pouco de tudo no meio do nada, inclusive o "lance de ser a folha da salada". Algo simples e notável. Bjo, Giu!!! =)

Sonekka disse...

Poeta pop, é disso que o mundo precisa

Cris de Carvalho disse...

Giu, texto belíssimo. ^^

Na esquina do mundo... disse...

Adorei seu blog.
E este poema disse tudo.
As vezes me sinto um pouco assim...